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Trabalhadores em Educação ocupam ruas de Teresina, e reafirmam a continuidade da Greve

14/06/2018

#QueremosCumprimentodoAcordoJudicial!

Escrito por: Socorro Silva/Ascom/CUT-PI

Os trabalhadores da rede estadual de educação, em greve há oito dias, realizaram nesta quarta-feira (13) uma manifestação com caminhada pelas principais ruas do centro de Teresina protestando contra o não pagamento do reajuste da categoria, e seguiram até o Palácio de Karnak.

Centenas de trabalhadores em educação, entre professores, funcionários de escolas, ativos, aposentados, pensionistas e estudantes vieram às ruas protestar contra o desrespeito do governador para a com a sociedade, os trabalhadores e a justiça.

A presidente do Sinte-PI, professora Paulina Almeida, iniciou a atividade agradecendo o empenho de todos e reafirmando a necessidade do movimento. “A greve não é boa, mas é um mal necessário, uma vez que o governo do estado desrespeita os trabalhadores quando não paga o reajuste que é direito, a sociedade quando não oferece educação pública e escolas com estruturas e qualidade prejudicando o aprendizado dos alunos e também à Justiça, quando não cumpre o Acordo Judicial”, enfatizou Paulina.

Durante a caminhada pelas rua do centro comercial de Teresina, os trabalhadores em greve receberam o apoio de populares que reafirmavam a falta de compromisso do governo estadual com a educação pública.

A estudante Rafizza Vieira, presidente do grêmio estudantil do Liceu, representou todos os estudantes da rede estadual e disse que os estudantes estarão juntos e apoiando o movimento grevista. “A greve é culpa do governo que não paga o que é direito dos trabalhadores. Professores desmotivados reflete nos alunos, por isso estamos juntos com os professores até que consigam o reajuste”, destacou Rafizza.

Durante a caminhada vários trabalhadores se manifestaram indignados com a postura do governo em não pagar ao reajuste da educação. Entidades como CUT-PI, Sindicato dos Servidores Públicos Federais, Conlutas e os Núcleos Regionais do Sinte estiveram presentes e reafirmando a manutenção da greve.

OS representantes do Sinte-PI, Núcleos Regionais e CUT-PI foram recebidos pelo Secretário de Administração, Ricardo Pontes e o Secretário de Educação, Helder Jacobina.

Na audiência, os representantes do Sinte-PI colocaram a situação dos trabalhadores e o cenário de mobilização em todo o Estado, enquanto que o secretário Ricardo Pontes reafirmou o o governo está impedido de reajustar os salários por conta da lei eleitoral, mas que iria dar o reajuste de 2,95% retroativo a maio/2018 para todos os servidores da educação, professores e funcionários, ativos e aposentados. Mas para isso dependia da assinatura da Lei do reajuste, lei esta que a Assembleia Legislativa derrubou o veto.

A presidente Paulina Almeida, imediatamente disse que os trabalhadores em educação só aceitariam o que ficou acertado no Acordo Judicial. “Ou o governo paga o reajuste de 6,81% no vencimento para os professores (ativos, aposentados e pensionistas), o reajuste dos funcionários de escolas de 3,15% do reajuste de 2017 e os 3,95% do reajuste do ano de 2018 ou a greve irá continuar”, reafirmou Paulina.

Finalizando a atividade, a categoria aprovou um Ato na Assembleia Legislativa na próxima segunda-feira (18) às 9 horas, para pressionar o deputado Themistocles Filho, presidente da Alepi, a assinar a Lei. “A greve continua até que o governo pague o reajuste”, finalizou Paulina.

A greve continua!

FONTE:SINTE-PI

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